È LIBERO QUESTO POSTO ?
 


FUTEBOL NA VEIA!

Nestes 21 dias que fiquei fora do ar, o mais próximo que cheguei do futebol foi a visita ao Camp Nou. Acompanhei pela internet, mal e porcamente, a classificação do Grêmio Osasco, e do Corinthians pouco soube além dos resultados. Por isso, voltei disposto a tomar futebol na veia, pra fazer a adrenalina subir.

Ontem, fui ao Pacaembú para ver o Coringão empatar com o Santo André, de forma dramática, com gol aos 45 minutos do segundo tempo, depois de estar perdendo por 2 a 0. E vivi uma situação nova pois, como estava num local reservado à imprensa, não podia me comportar como torcedor. Portanto, assisti ao jogo com espírito observador, quase sem paixão (impossível se comportar assim quando se está no meio da torcida). E fiquei encantado com a festa que fez a torcida, embora em campo o time não merece tal atitude. Foi simplesmente encantador. Os manos e minas gritaram e pularam o segundo tempo inteiro, como que a empurrar o time pra cima do adversário. Num determinado momento, tive a certeza de que não perderíamos a partida. E no final, veio o empate pra compensar a festa das arquibancadas. A torcida mereceu o empate. O time, pelo futebol que jogou, não. E pra fechar com chave de ouro, no final pude gritar "Uh, Marcelinho", pra homenagear o melhor jogador que já vestiu aquele manto sagrado!

E como miséria pouca é bobagem, hoje cedo teve mais. O glorioso Grêmio Osasco enfrentou o Guaçuano e com a vitória assumiu a liderança de seu grupo. Foi um jogo ruim, truncado, que valeu mesmo somente por causa dos três pontos conquistados. Mas a adrenalina correu solta mesmo foi antes do início da partida, pois a ambulância não estava a postos e o árbitro impediu (como manda o regulamento) o início da partida.

A regra determina que o ele espere no mínimo 30 minutos (o máximo fica a critério dele) e encerre a partida, com perda de pontos do mandante. Já imaginou trabalhar por quase um ano para, na fase decisiva do campeonato, perder três pontos em casa por falta de uma ambulância, incompetência do poder público que é obrigado a garantí-la? Pois é... imagina o sufoco.

Resumo da ópera: a dita cuja chegou 37 minutos atrasada e o árbitro foi compreensivo, para nossa sorte. Depois de passados 30 minutos, ele poderia ter encerrado a partida a qualquer momento. No final, vencemos. Mas as pernas ficaram bambas pelo resto do dia.

Tudo bem, precisava de uma adrenalina futebolística. Mas precisava tanto?



 Escrito por Luís Varinha às 22h19
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A VIDA IMITA A ARTE

Estreou hoje, nos cinemas, a comédia A Guerra dos Rocha, na qual três filhos de D. Dina Rocha (Ary Fontoura) não se entendem sobre quem deve ficar com a mãe. Durante uma das muitas batalhas familiares, Dona Dina some. Quando os irmãos percebem e decidem procurá-la, recebem a trágica notícia do IML que uma velhinha com sua descrição foi atropelada por um ônibus. Enquanto preparam o velório, porém, a mãe está na casa ao lado com sua amiga Nonô, seqüestrada por dois desastrados ladrões.

Ontem, um jovem ficou sabendo de sua própria morte pelo rádio. Bom marketing para o filme. 

Jovem soube da "própria morte" pelo rádio

Da Agência Folha

Um jovem de 19 anos, dado como morto por parentes, reapareceu horas após ser "sepultado", com direito a celebração religiosa, em um cemitério de Jaraguá do Sul (187 km de Florianópolis). Gabriel Birr ouviu pelo rádio, na manhã de anteontem, a notícia de seu enterro. Foi ao centro da cidade para saber o que tinha ocorrido e descobriu que estava "morto" havia uma semana.

A confusão começou no último sábado, quando familiares de Birr ouviram, também pelo rádio, notícia sobre um corpo de jovem encontrado boiando no rio Jaraguá. Como o rapaz estava sumido havia seis meses -não se dava bem com o padrasto e saiu de casa-, sua madrinha, Relindes Zapella, foi no sábado ao IML (Instituto Médico Legal). Mesmo diante de um corpo desfigurado pelo tempo na água, ela atestou que o corpo era de Birr.
"Pela história, tudo levava a crer que era ele", disse Zapella. A mãe do rapaz, Lídia Birr Krichonski, esperava que o filho aparecesse para votar no domingo. Como isso não ocorreu, também foi ao IML e reconheceu o cadáver como o do filho desaparecido. O velório começou a ser providenciado.

"De manhã, escutei no rádio que tinha sido enterrado e fui dar uma volta para ver se era verdade. Mas estou vivinho", disse Birr à Folha ontem, por telefone. Nenhum parente do jovem sabia de seu paradeiro. "Minha mãe nem acreditou quando me viu. Ela chorou demais. Imagina, tinha acabado de me enterrar", disse ele, que ainda não sabe se voltará a morar com a família.

Birr ainda teve que ir ao IML no dia seguinte para desfazer o engano. Apenas a declaração de óbito fora providenciada. Como o atestado ainda não tinha sido assinado, ele não terá problemas burocráticos. O IML de Jaraguá do Sul informou ontem que a família demonstrou "convicção" ao afirmar que o corpo era de Birr. Segundo o instituto, o corpo enterrado permanecerá no local como indigente. Só haverá exumação caso outra família procure o IML pedindo o reconhecimento. "O duro é que ele parecia mesmo com o rapaz enterrado", disse um escrivão da Polícia Civil que acompanhou o caso e pediu anonimato.



 Escrito por Luís Varinha às 15h13
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BACK AGAIN

Estamos de volta ao nosso querido Brasil varonil, cheios de histórias pra contar (que serão contadas em seus devidos momentos). Agora é colocar a casa em ordem, acertar os ponteiros biológicos (hoje acordei às 5h45 e não consegui mais dormir), e tentar minimizar o choque de tão diferentes culturas. Vivemos dias inesquecíveis, mas agora é retornar à realidade.



 Escrito por Luís Varinha às 15h07
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DO BLOG DO TORERO

Carta aberta a José Wilker

(Antes de mais nada, deixo claro que esta carta não é para o o ator, mas para o goleiro reserva do Águia de Marabá)


Caro José Wilker, desejo-lhe boa sorte nas próximas semanas.

Você vai ter que viajar muito, mas muito mesmo.

É que na fase final da Série C você irá cortar os céus do país. Provavelmente acumulará uma boa milhagem. Talvez possa até ir para a Europa.

Para começo de conversa, você terá que mudar de cidade. Vai ficar em Belém, treinando e jogando na capital do estado durante as próximas sete semanas, já que Marabá não pode receber a fase final do campeonato. Sete semanas é muito tempo. Faça uma mala bem grande.

Na primeira rodada, você ficará em casa e jogará contra o Guarani. Mas a moleza acaba logo, e você terá que viajar até Goiânia, para enfrentar o Atlético.

De lá, volta para Belém e enfrenta o Confiança. Aí viaja de novo, desta vez para o Acre, enfrentar o Rio Branco.

No domingo, dia 19/10, você está novamente em Belém, onde recebe o Brasil de Pelotas. Mas na quarta já tem que estar em Volta Redonda, onde provavelmente será o jogo contra o Duque de Caxias. E no sábado tem que estar em Campina Grande, para jogar contra o Campinense.

Cansado? Já não lhe restam cuecas limpas na mala? Pois ainda falta muito. Porém, para sua sorte, as duas próximas partidas são em casa. É a hora de botar a roupa para lavar, porque logo depois, na quarta, dia 5/11, você vai até Pelotas, na outra ponta do Brasil. Vai ter que sair na segunda de manhã e torcer para que não tenhamos uma recaída do caos aéreo. Aliás, já pensou em quantas vezes a sua mala vai se extraviar? Isso acontece com certa frequência, caro José Wilker. Aconselho-te a levar uma malinha de roupas com você.

Bom, no domingo, dia 9/11, você já estará em Belém novamente. Mas por pouco tempo.

Aí você vai voar para Aracaju, voltar a Belém, e viajar para Campinas. Tudo em oito dias. Somando o tempo em que você ficará sentado no avião com o tempo sentado no banco, acho que uma boa precaução é comprar um tubo de Hipoglós. E, para não perder a forma, treine no corredor do avião.

Bem, José Wilker, desejo-lhe sorte nestas viagens. Aproveite para tirar fotos, estudar os tipos de nuvens e fazer um bom estoque de barrinhas de cereal, que serão seu único alimento durante os vôos.

Podem ser dois meses muito divertidos, onde você conhecerá gentes, estádios e lugares. Mas, se você tem medo de avião, é melhor largar a profissão agora.


Um abraço, Torero.



 Escrito por Luís Varinha às 05h06
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APELIDOS

Mais um texto do meu amigo Brandino, que merece ser partilhado.

No final da década de 1950 a população de São Paulo "elegeu" um rinoceronte que atendia pelo nome de Cacareco e que habitava o Zoológico da Capital. Voto de protesto de 100 mil paulistanos!

Naquela época não havia urna eletrônica. Era preciso escrever o nome e o número do candidato na cédula eleitoral. Sistema que perdurou até 2000, quando entramos na "mudernidade". Assim ficava fácil protestar nas urnas. Bastava escrever um palavrão qualquer. Ou o nome do rinoceronte.

A urna eletrônica acabou com a farra. Para se manifestar contra os políticos sobraram três alternativas: anular o voto, votar em branco ou se abster do pleito - este último, fenômeno que ganhou adeptos nas recentes eleições municipais. Ou então votar em Enéias ou políticos de seu quilate.

Deixando os protestos de lado, o que me chamou a atenção nas recentes eleições foi o número de candidatos que registram apelidos. Uma coisa até normal. Nosso presidente incorporou o apelido que ganhou no chão das fábricas do ACB ao nome. Nos EUA, outro presidente era chamado pelo apelido: Bill Clinton.

Resolvi fazer uma pesquisa na lista de candidatos, especialmente das cidades da região Oeste da Grande São Paulo, ao me deparar com "santinhos" de candidatos do tipo "Joaquim da Farmácia", "Ditão", "Pai de Ogum" etc. Delicie-me com os apelidos dos candidatos de Carapicuíba. Tem para todos os gostos, desde aqueles que incorporam a profissão ao nome - Onild´s (assim, com o apostrofo "s") Cabeleireiro, Manoel da Coxinha, Luiz Chaveiro, Fátima Manicure, Índio dos Correios  - até quem acrescentou slogan de campanha à alcunha: Naval pela Guarda Municipal, Moisés Futuro de Paz, Arnaldo Faz a Diferença. Registrei dois que vivem da contravenção: Zeca do Bicho e Zé do Bicho. Tem aquele que quer homenagear político famoso, na intenção talvez de se dar bem, como o Maluf Malufinho. Mais algumas pérolas: Zé Amiguinho, Selmo Bodão, Joel da Madeira, Nil do Bailão, Giba Antena, Rogerinho Acontece, Jabiraca, Milton Mão Forte, Luciano Juventude S/A, Jair da 40, André Cordeiro (Pingão), Raposão, Cocadinha, Vanda do Yakult, Zilda Loirão. É mole!

Você deve estar se perguntando: quem votaria em caras com tais apelidos? É meu amigo, o Zé Amiguinho e o Bodão se deram bem e estarão entre os dezesseis vereadores da próxima legislatura de Caracas.



 Escrito por Luís Varinha às 04h52
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BRASILEÑO

Hoje visitamos a Fundacao Miró, que reúne dezenas de obras do artista, um dos meus favoritos. Pouco antes de chegarmos ao local, Míriam foi ao posto de informacoes, enquanto parei pra tirar umas fotos da cidade de Barcelona vista de lá de cima do morro.

Ela entrou na cabine falando espanhol e se seguiu o seguinte diálogo:

- ?Hola, que tal¿, saudou Miriam.

- Pode falar português, respondeu o atendente, um brasileiro.

- Nossa, meu espanhol é assim tao ruim que deu pra perceber que sou brasileira só pelo cumprimento?

- É que você tem jeito de brasileira e, como está acompanhada de um argentino, deduzi que você era do Brasil.

- Nao, nao, ele nao é argentino... é corinthiano.

Quando cheguei na cabine, o cara estava de queixo caído, espantado em ver um brasileiro vestindo a gloriosa camisa azul e branca. Com o 11 - Tevez, escrito nas costa, obviamente (hehehe). E durante todo o dia recebi olhares de simpatia, como nao havia ainda recebido quando estava paramentado de brasileiro. Inclusive de um garotinho alemao, que mexeu comigo, quando nos cruzamos.

O que confirma minha teoria de que somos um país mal vendido no exterior. Nem o futebol nos salva mais. Em Amsterdam, por exemplo, na lista de restaurantes tem um monte de argentinos (inclusive comemos num deles) e NENHUM brasileiro. E olha que nossa comida dá de dez na deles, pois eles só tem carne e batatas fritas.



 Escrito por Luís Varinha às 15h43
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MOSTRA DE CINEMA DE OSASCO

Depois de bem-sucedidas edições em 2002 e 2003, a Mostra de Cinema Brasileiro de Osasco está de volta. E de14 a 19 de outubro, as telas do Teatro Municipal de Osasco (Avenida dos Autonomistas 1533, Vila Campesina) projetam alguns dos mais importantes longas-metragens nacionais da última safra, sempre acompanhados de filmes curtos e com entrada franca.  

A cerimônia de abertura, agendada para o dia 14 de outubro (terça-feira), às 20h00, tem condução do crítico Rubens Ewald Filho. Na ocasião é exibido Chega de Saudade, que tem no elenco Tônia Carrero, Betty Faria, Cássia Kiss, Stepan Nercessian, Paulo Vilhena, Maria Flor, Elza Soares e Leonardo Villar. 

Outros títulos da programação são Onde Andará Dulce Veiga (estrelado por Maitê Proença, Carolina Dieckman, Eriberto Leão e Christiane Torloni), Bodas de Papel (com Helena Ranaldi, Darío Grandinetti, Cleide Yaconis e Walmor Chagas), O Magnata (com Paulo Vilhena, Chico Diaz, Maria Luísa Mendonça e Chorão), A Encarnação do Demônio (com José Mojica Marins, Débora Muniz, Milhem Cortaz e Jece Valadão), Estômago (com João Miguel, Fabíula Nascimento e Paulo Miklos) e O Mundo em Duas Voltas (que acompanha uma volta ao mundo feita por uma família). 

Dois filmes infantis estão programados, com sessão no fim de semana de 18 e 19 de outubro: a fantasiosa animação Garoto Cósmico (que conta com as vozes de Raul Cortez, Belchior e Vanessa da Mata) e Pequenas Histórias, cujo elenco destaca Marieta Severo, Paulo José, Gero Camilo e Patrícia Pillar.  

A 3ª Mostra de Cinema Brasileiro de Osasco é uma promoção da Prefeitura do Município de Osasco, através da secretaria de Cultura, com realização da Associação do Audiovisual e da AllTech Engenharia de Projeção.



 Escrito por Luís Varinha às 15h30
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UFA!!!!

Putalamadre!

Quase que os nossos dois votos fizeram falta! Ufa! O importante é que o Emídio se reelegeu. Pelo trabalho que fez na minha querida Osasco, seria uma injustica se isso nao acontecesse. E meu amigo Valmir Prascidelli foi o vereador mais votado do PT, o que lhe garantiu uma vaga na Câmara.  Muito bom!

Emídio - 50.98%

Celso Giglio - 30.30%

Francisco Rossi - 14.38%



 Escrito por Luís Varinha às 14h51
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NEM TUDO É PERFEITO

Definitivamente Amsterdam nao é uma cidade para nossa família. No ano passado, minha filha foi assaltada lá. Na realidade, furtada. Surrupiaram sua bolsa na recepcao do hotel, quando ela fazia o check-out. Perdeu a máquina fotográfica, o passaporte (e consequentemente o vôo que estava marcado), enfim, prejuízo.

Hoje foi a nossa vez. Saímos do hotel de madrugada e a primeira zebra: a recepcao estava fechada e só abriria às 8hs. Como assim???? Evadimos, antes deixando um bilhete autorizando o débito das diárias em nosso cartao de crédito (depois ligamos pra dar satisfacao). Só espero que debitem o valor correto.

Na estacao de trem a segunda zebra: houve um acidente na Bélgica e os trens pra fora da Holanda estavam sem previsao de voltarem a funcionar. Hoje, certamente, nao. Amanha, poucas chances. Possibilidade de restabelecimento das linhas, certamente no final de semana. Nao nos restou outra saída senao a de irmos pro aeroporto, onde conseguimos um vôo pra Barcelona a peso de ouro. Com passagem de trem na mao (reembolso? nem pensar!), tivemos que gastar uma puta grana pra conseguirmos sair da cidade. Doeu no bolso e me deixou meio puto. Mas fazer o que? Nem tudo é perfeito.

Resumindo, estamos de volta a Barcelona, de onde voaremos de volta pro Brasil, daqui a três dias. Ainda vai dar pra aproveitar um pouco da simpatia dos catalaes. Paris é linda! Mas Barcelona é o lugar!



 Escrito por Luís Varinha às 14h35
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AMSTERDAM

Chegamos há pouco em Amsterdam. Muito maluco isso aqui! Você tenta atravessar a rua e vem vindo trem, carro e muitas bicicletas em sua direcão (sorry, mas nao tem cedilha neste teclado, mas nem dá pra reclamar, pois esse tem acentos!). Nunca tinha visto nada igual.

Estamos hospedados na beira de um canal, que nos mata de inveja. Já imaginou você poder caminhar pela beira do Tietê, no final da tarde?

E na praca, algumas pessoas vestidas de Batman, Máskara, Darth Vader... e fumando maconha!

Quer lugar mais maluco que este?



 Escrito por Luís Varinha às 14h20
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TORCEDOR ILUSTRE

Não sei se vocês sabem, mas o glorioso Grêmio Osasco terminou a segunda fase do Campeonato Paulista da Série B na primeira colocacão de sua chave. Trocando em miúdos, estamos entre os oito times que brigarão por quatro vagas de acesso a Série A3. Vamos subir, GEO!!!

E no último sábado ganhamos um torcedor ilustre:

Foto: Edson Dário - Diário da Região



 Escrito por Luís Varinha às 14h16
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BRUGGES

Estamos em Brugges, uma cidade medieval, localizada proxima de Bruxelas. Alem de ser linda demais da conta, ainda tem umas duzentas marcas de cerveja, de todos os tipos e gostos. Eh de fuder a biela! Sinto falta de meus amigos de copo. Belgica eh nosso paraiso!!!



 Escrito por Luís Varinha às 17h25
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DA BELGICA

Consegui acessar meus emails e la encontrei esse delicioso texto do meu amigo Brandino. Mesmo sem a devida autorizacao, divido-o com voces.

Crise americana

Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é ou o que gerou a crise americana e mundial, segue breve relato econômico para leigo entender.

O seu "Biu" tem um bar na Vila Carrapato e decide vender cachaça fiado (na caderneta) aos seus leias fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decidiu vender a crédito, Biu decidiu aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito). O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de "emebiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo a pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS, ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer. Esses adicionais instrumentos financeiros alavancam o mercado de capitais e conduzem a opoerações estruturadas de derivativos, na BM&F (Bolsa Mercantil e de Futuro), cujo lastro inicial tudo mundo conhece - as tais cadernetas do seu Biu.

Esses derivativos passa a ser negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países. Até que alguém descobre que os "bêudos"da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, o bar do seu Biu vai à falência e toda a cadeia "sifu".



 Escrito por Luís Varinha às 17h22
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PARIS

Gentes, ta dificil arrumar internet aqui em Paris. Alem de ser dificil de encontrar, eh carissima. A cidade eh tao linda quanto sonhavamos. Ou ainda muito mais. Dificil escolher o lugar para olhar.Estamos parecendo duas criancas, felizes como so. Quando der, mando noticias, mas as historias vamos contar so mesmo quando voltarmos. Nao da pra ficar na frente do computador, com tantas coisas lindas pra se ver.

Beijo a todos.



 Escrito por Luís Varinha às 08h42
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MUNDO PEQUENO

A situacao mais inusitada que nos ocorreu em Barcelona: eu tenho um sócio em Caxias do Sul que vejo duas vezes por ano. Temos contato por email mas só nos vemos quando ele vem a Sao Paulo a trabalho, o que é cada vez mais raro.

Voces acreditam que estávamos andando por uma das Ramblas da cidade (um espécie de calcadao, mas bem mais charmoso), quando dei de cara com ele? Ficamos nos olhando, de boca aberta, nao acreditando na coincidencia! Se tivéssemos combinado, creio que nao daria tao certo.

Nos abracamos e logo nos despedimos porque seu voo sairia algumas horas depois.

Fiquei bege, como diria um amigo meu!!!


 Escrito por Luís Varinha às 18h46
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DE MALAS PRONTAS!

Depois de quatro dias em Barcelona, estamos de malas prontas, rumo a Paris. Com a sensacao de que nao conseguimos conhecer nem um centésimo do que gostaríamos, embora nao tivessemos parado um minutos sequer. Barcelona é uma cidade linda, muito bem resolvida. Temos muita história pra contar, mas como disse, nao estou querendo abusar da hospitalidade de nosso amigo. Sem contar que ele tem um Mac e rolou uma incompatibilidade entre a gente (eu e computador - hehehe). A cor das letras, por exemplo, nao consegui descobrir como mudar. Mas tá valendo.

Dentre muitas coisas, fizemos um tour pelo Camp Nou. Visitamos o gramado, os vestiários, até a sala de imprensa, de onde os jornalistas acompanham os jogos. Sensacional!!!

E por falar nisso, Ronaldinho Gaúcho é persona non grata em Barcelona. Queimou definitivamente os brasileiros por aqui. Conta-se a boca pequena que comecou a snifar e nao conseguiu mais parar. Como pode? O cara tem tudo e poe a perder.


 Escrito por Luís Varinha às 18h38
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HOLA, QUE TAL?

Carissimos e carissimas,

Ca estamos no Velho Continente, realizando um sonho de vida. Chegamos a Barcelona no sabado pela manha e ja sao tantas historias pra contar que nem vai dar tempo de faze-lo, visto que estou num computador emprestado, usando da boa vontade de nosso amigo Bowkaa, um gaucho que nos abriu as portas de sua casa para nossa estadia por aqui.

Nao da pra descrever a emocao. Digo apenas que e muita coisa pra tao poucos olhos.

(desculpem pela falta de acentos, mas nao consigo descobrir como este teclado funciona hehehe)


 Escrito por Luís Varinha às 08h11
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MAIS UM...

Costumo dizer que os sonhos foram feitos para serem realizados. Logo mais, partiremos para realizar mais um deles. Algo que espero fazer desde que me conheço por gente. Acompanhem nossos passos. Prometo mandar notícias sempre que for possível. Até breve!

 Escrito por Luís Varinha às 10h50
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BACALHAU

Mais uma da turma do Yakisoba...



 Escrito por Luís Varinha às 10h46
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FOTOS RUSSAS

Um site de um fotógrafo russo (Kowalski, que não é o Mike, de Monstros S/A!!!). Uma mais linda que a outra. As fotos e as modelos.

Lszek_kowalski



 Escrito por Luís Varinha às 09h42
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SARAMAGO

O escritor português José Saramago, Nobel de Literatura, resolveu entrar no mundo virtual e lançou um blog. Entre outras coisas, o escritor traz notícias sobre seu novo livro A Viagem do Elefante. A seção Caderno de Saramago traz impressões de Saramago sobre temas atuais, como George Bush e Berlusconi.

Clique aqui para visitá-lo.



 Escrito por Luís Varinha às 08h37
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O MARIDO DA CONTORCIONISTA

O marido da contorcionista

Luís Fernando Verissimo - 10/08/08 - Jornal Zero Hora

Durante anos, o Carlão foi alvo de especulações e inveja. Tinha se casado com uma contorcionista, Flamínia, que nos seus tempos de circo era chamada de A Mulher sem Espinha. Flamínia conseguia morder o próprio tornozelo sem tirar os pés do chão. Especulava-se sobre o que Flamínia seria capaz de fazer no leito nupcial. E invejava-se o Carlão, beneficiário de tantas loucuras presumidas. Logo o Carlão!

***

“Logo o Carlão!” foi, durante anos, o bordão de todas as conversas sobre o casal e o que eles fariam na cama. Logo o pacato Carlão, que, na opinião geral dos amigos, tinha o apelo sexual de um rabanete. E as especulações sobre o que a contorcionista faria no seu parceiro sexual ganhavam um tom de espanto maior com a lembrança de que o parceiro era o Carlão, logo o Carlão. Que até se casar com a contorcionista suspeitava-se que fosse virgem. Que até se tornar o assunto preferido do grupo só era conhecido pela sua extrema sovinice. Logo o Carlão!

***

Ninguém chegou a pedir ao Carlão que satisfizesse a curiosidade dos amigos e contasse como era sua vida sexual com Flamínia. Ou, para não esquecer o respeito, dona Flamínia. E, diante do silêncio do Carlão, as especulações se multiplicavam. As possibilidades eram infinitas, a variedade de posições inacreditável. Para quem não recordasse ou não conhecesse o número da Mulher sem Espinha no circo, bastava lembrar que ela entrava no picadeiro carregada numa sacola de supermercado. Era tão flexível e dobrável que cabia dentro de uma sacola! E fora vendo-a morder o próprio tornozelo sem tirar os pés do chão que o Carlão decidira casar-se com ela, certamente pensando nas possibilidades e na variedade. Quem diria. Logo o Carlão, um gourmet sexual!

***

A imaginação dos amigos funcionava:

– Ela pode botar uma perna por aqui, a outra por aqui, segurar aqui, e com a língua...

– Ele pode dobrar ela assim, puxar uma perna pra cá, e...

Mas um dia o Carlão apareceu, sozinho e desconsolado, e sentou-se com o grupo. Tinha recém chegado de viagem. Viajava muito. Tinha uma boa renda mas só voava de classe econômica, e quando havia promoção. E um dos amigos não se conteve.

– Carlão, não leva a mal. Mas você sabe que a gente vive especulando sobre a vida sexual, sua e da dona Flamínia. Nós...

– Eu não tenho vida sexual. A Flamínia tem.

Abriu-se uma clareira de espanto.

– O quê?

– Ela faz tudo sozinha. Não precisa de ninguém.

***

E já que estava disposto a contar tudo, Carlão contou que escolhera a contorcionista porque precisava de uma companheira portátil. Quando viajavam ela ia dobrada dentro de uma mala, e ainda sobrava espaço para acondicioná-la bem e protegê-la do frio do compartimento de bagagem dos aviões. Depois só precisavam cuidar para os hotéis não descobrirem que eram dois num quarto simples.

E por que ele estava tão desconcolado? Onde estava dona Flamínia?

– Em Cingapura.

– Como?

– A bagagem extraviou.

***

Quer dizer: as coisas nem sempre são o que parecem.



 Escrito por Luís Varinha às 13h31
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TULÍPIO

Tulípio é um personagem criado por Eduardo Rodrigues (textos) e Paulo Stocker (traços). Intelectual quarentão, vive nos botecos da cidade tomando umas e outras. Observador do comportamento humano, destila filosofia de botequim.

Um site que traz a cultura de boteco, muito engraçado, que você pode conferir clicando aqui.



 Escrito por Luís Varinha às 14h06
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BEE GEES COM YAKISOBA

A criatividade desse povo não tem fim! Bendita internet que trouxe isso à tona!



 Escrito por Luís Varinha às 08h45
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 Escrito por Luís Varinha às 00h05
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